Relações Instantâneas - Virei youtuber?

Sabe aquele monte de amizades novas que a gente cria todo dia no Facebook e 2 semanas depois a gente já não tem ideia de onde conheceu a pessoa, pelo simples fato de não termos mantido uma conversa duradoura depois dessa solicitação? Pois bem, isso me intriga bastante e me fez criar coragem pra gravar esse vídeo, relatando um pouco a instantaneidade dos nosso relacionamentos. Se você compartilha desse sentimento de amizades rasas, assiste e se não entende o que eu estou falando... assiste também, tenho certeza que todo mundo já passou por essa reflexão um dia.


Espero que tenham gostado, porque nesse canal eu falarei das coisas que me incomodam, das que me fascinam e das que eu não compreendo, tudo de forma dinâmica com um ROTEIRO INDEPENDENTE!



P.S.: minha mãe disse que ao ouvir Faz Parte do Projota com a Anitta ela lembrou do meu vídeo, o que vocês acham?

Ei Bauru... A casa das 14 mulheres

Zeta Alpha Zeta
Faz 4 meses e alguns dias que me mudei para Bauru com apenas o sonho de estudar Relações Públicas na UNESP, experiências alheias e sem muita ideia do que estava por vir. E entre risadas, festas e choro em posição fetal muita coisa já aconteceu, coisas que eu pensei que demorariam muito mais para se tornarem parte da minha realidade e que agora eu não me imagino sem. 

Meu curso tem uma das melhores recepções de calouros que eu pude conhecer, desde quando saiu a lista de aprovados os veteranos responsáveis (Comissão dos Bixos) nos adicionavam em um grupo no Facebook para nós irmos nos conhecendo e interagindo. 

Como 99% dos coleguinhas são de outras cidades o curso criou o Adote, os calouros interessados preenchem uma ficha de convivência (fuma? curte animais? divide quarto?...) para então ser alocado em casas ou repúblicas de veteranos interessados em nos receber por 1 mês até acharmos um lugar para ficar.

Eu morei em uma república com mais 13 meninas, sim, quando eu conto isso é meio assustador, mas com as regras de convivência certas a coisa flui que nem parece morar tanta gente assim em uma casa. Eu sempre morei com muita gente, mas foi uma das experiências mais enriquecedoras que eu já vivi, meninas com personalidades tão intensas e diferentes ensinamentos para passar. 

Fiz meu primeiro arroz graças a Julinha. Comi quiabo com frango por causa da Gabi. As conversas sobre o curso com a Duda me motivavam a continuar.  Ouvir e cantar brasilidades em voz alta é culpa da Stela. Organização nas tarefas de casa aprendi com a Mandinha. Deixei de lutar com a máquina de lavar roupa graças a Nic. Insanidade e ~fritação~ nas festas isso foi obra da Stef, Mari e Mona. Passei a valorizar os que ficaram em casa e lutam todo dia para que eu tenho a vida que escolhi com a Pri. E a entender quais amizades ficam e quais vieram só para nos marcar brevemente foi junto com a Mari, a Becca e a Vi.

É claro que nem tudo são flores, é difícil alinhar tantas vivências sem que haja atrito. É um período em que as emoções estão transbordando, uma louça a mais na pia é motivo de desentendimento, after parties então... motivo de sair de casa. Mas eu criei muito discernimento sobre o que vale a pena brigar e o que é passageiro, é enxergar as pessoas além da bagunça no quarto e perceber que existe uma bagagem de histórias e sentimentos muito intensas ali.



P.S.: A casa da foto não é a da república que eu fiquei, é apenas mais um mistério bauruense (deve ser incrível morara ali).

"Mas ele já te chamou?"


Ela sabia que havia algo de errado, sentia que as coisas pareciam ter mudado um pouquinho de uns meses para cá, só não tinha certeza do que era. Ela percebia no tom das suas palavras que algo estava fora do lugar, faltando partes que causavam desencontros constantes, talvez até soubesse que era ela quem estava deslocada. Ela analisava tudo com caráter astrológico e resolveu colocar a culpa nos astros por mais um caso ruindo.

Na verdade achava que devia ter algo muito errado nela, algo que simplesmente não conseguia manter os caras interessados por muito tempo. E aí está um dos maiores problemas. Não era ela, porque ela era incrível. Sabia manter uma conversa interessante sobre elefantes ou representatividade estudantil com a mesma destreza, sustentava seu olhar como uma criança curiosa sempre a perguntar se seu dia foi bom, ela é mestre em reconfortar a alma de qualquer mortal com brigadeiros e o seu jeito descontraído de conversar faz com que você revele seus maiores medos e inseguranças. O problema não era ela, mas os outros.

Ela se interessa pela história alheia, se preocupa, quer saber e conversar e não se importa se para isso ela tenha que dar o primeiro passo, ela não se importa de ligar, mandar mensagem ou puxar conversa na biblioteca. Ela não dá a mínima se foi ela quem teve que chamá-lo pro cinema, pra festa na república ou simplesmente para acompanhá-la na rodoviária. Porque ela aprendeu com relacionamentos passados que se você quer alguma coisa deve ir atrás, sem se importar com as opiniões alheias.

Mas aparentemente as regras mudaram, voltamos a ditadura das revistas adolescentes e aos filmes clichés que adoram nos impor comportamentos. "Se ele não te chama para conversar é melhor cair fora porque ele não está interessado". E ela simplesmente não se conformava apenas com essa explicação. Não parece certo relacionamentos deixarem de existir por causa de uma convenção estúpida criada por alguém bem sem amor.

Não deu certo de novo e talvez não funcione com o próximo cara, porque ela tinha essa mania de sentir tudo por caras que não sentiam nada, mas isso nunca a impediu de seguir em frente e continuar acreditando que um dia daria muito certo. Ela só desejava ser correspondida, afinal quem não quer?

Sobre pais e (falta de) responsabilidades


Desde criança eu nunca fui obrigada a nada que se refira a serviços domésticos básicos, minha mãe nunca pediu que eu dobrasse minhas cobertas ou minhas roupas, nunca ligou para o fato de eu não varrer a casa enquanto ela trabalhava ou lavasse a louça depois de fazer o dever de casa. Quando adolescente nunca precisei colocar comida pro cachorro ou organizar meu quarto, não foi necessário que eu começasse a lavar, passar e guardar minhas roupas. Eu nunca fui obrigada a nada. Talvez o fato de morar com os avós e uma casa constantemente cheia de parentes tenha contribuído, mas ainda sim existiam tarefas que poderiam ter sido destinadas a mim. Minha única obrigação era estudar.


Eu convivi com muitas amigas que já faziam tudo isso e às vezes até mais, como cuidar de um irmão mais novo e achava maior legal uma mãe dar essa autonomia para as filhas, mas nunca propus isso em casa, afinal era mais legal assistir desenhos nas horas vagas. Eu sempre acreditei que estava aprendendo o suficiente só olhando os outros fazer. Ô engano meu.


Só depois de arrumar um emprego que minha mãe disse que não passaria mais minhas roupas e ainda 3 anos depois peço ajuda pra ela sobre a temperatura certa, se eu quero meus sapatos limpos eu tenho que lavar, se estou com fome fora de hora eu tenho que "caçar" minha própria comida. Ela ainda tem preconceitos em me deixar cozinhar alguma coisa, nem gosta e eu nem me importo, mas as sobremesas são minha área. Assuntos bancários então, nem se fala. Eu aprendi o básico, mas fugia ao máximo de ter que ir ao banco.


O negócio é o seguinte, não me foram atribuídas tarefas simples e agora que eu morarei fora que eu estou ficando preocupada com a minha sobrevivência, porque quando você divide uma casa acontece uma divisão ou rodízio de tarefas e o que eu sei fazer? Eu vivi uma vida de "madame" e hoje isso pesa. Infelizmente é o erro de muitos pais, como eu vejo na minha família, chega a me incomodar ver que eles não pedem para os filhos que passam o dia em casa fazerem algumas tarefas. Mas eu vivi assim, não seria hipocrisia da minha parte querer que eles ajam diferente?

Estudar é importante, mas a vida não é só isso, nem todo mundo sai da escola direto pra faculdade, existem afazeres básicos pra sobrevivência que são ignorados com o pensamento de que sempre teremos os pais ou uma empregada para fazer tudo. Eu digo por experiência própria, observando meus primos mais novos, que a superproteção estraga, esse criar cercados de privilégios e falta de certas responsabilidades pode ser maravilhoso hoje, mas quando chegar a hora de se virar sozinho isso com certeza dificultará o processo de amadurecimento. Afinal, você cria o filho para o mundo.

Hotline Bling

Qual é Drake dá um tempo, ela era outra pessoa quando estava com você, aparentemente agora que ela se livrou do peso que foi o relacionamento de vocês ela passou a agir como ela sempre foi essencialmente, uma garota livre e espontânea que sabe o seu valor. 
Ela não está vestindo menos e saindo mais, eram os seus modos abusivos que a oprimiam, sua sede por controle que ditava com quem e como ela sairia de casa, e no caso era sempre com você. Talvez você não conheça suas novas amigas porque vocês só andavam nos mesmos círculos de amizades com caras que se achavam tão importante para suas namoradas que as faziam acreditar que elas precisavam deles pra tudo.
Desde a separação ela voltou a ser a pessoa adorável e amigável que sempre foi, conseguiu se reconectar com os velhos amigos, ela até mesmo pediu desculpas por não perceber que estava em um relacionamento abusivo, nós entendemos que ela não teve culpa por se afastar, porque você prometeu muitas coisas bonitas para ela. Aparentemente amigos de verdade não desistem por causa de qualquer cara e eu sempre estarei aqui.


É isso que eu faço quando estou entediada (: #ContraRelacionamentosAbusivos

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